Brainstorming: o que é? | Cake Comunicação Digital
Jundiaí-SP
+11 95302-3121
contato@cakecomunicacao.com.br

Brainstorming: o que é?

Consultoria em Marketing Digital

Brainstorming: o que é?

Brainstorming: o que é e como preparar uma reunião com resultados reais

Precisa de ideias? Então saiba tudo sobre brainstorming: o que é, como fazer, exemplo e como obter resultados incríveis. Confira!

O brainstorming é uma técnica usada para levantar ideias de soluções de problemas ou para criar coisas novas. No contexto das agências de marketing e publicidade, esse ritual de “tempestade de ideias”, como o termo é traduzido, pode ser aplicado para dentro do negócio (na reunião de planejamento estratégico, por exemplo) ou para fora (no momento de criação das campanhas dos clientes).


brainstorming é uma das práticas mais disseminadas entre agências de publicidade e marketing, além de já ter sido “exportada” para os mais variados segmentos, da indústria à prestação de serviços.

Traduzido como “tempestade de ideias”, ainda que quase todo mundo aqui no Brasil continue usando o nome original, o brainstorming foi inventado há mais de 70 anos por Alex Osborn — curiosamente, a letra “O” da rede de agências BBDO.

Durante muito tempo, a técnica virou quase um consenso entre criativos, publicitários e profissionais de marketing. Ao retornar do cliente com um briefing, logo uma reunião de brainstorming era agendada, envolvendo todas as pessoas que pudessem contribuir com alguma ideia de como resolver o problema do cliente.

Como é, na prática, uma reunião de brainstorming

A dinâmica da reunião pode ser resumida da seguinte forma:

  1. Explicar o problema;
  2. Cada participante anotar suas ideias;
  3. Apresentar as ideias para o grupo;
  4. Agrupar e condensar as ideias;
  5. Encerramento.

Na prática, existem muitas variações para a reunião de brainstorming. É bastante comum as equipes partirem para a exposição, em voz alta e sem filtro, de “toda ideia que passar pela cabeça”.

O importante é que sejam respeitados os princípios propostos por Alex Osborn:

1. Sem críticas

É essencial que a reunião tenha um ambiente favorável à livre exposição das ideias.

Após cada ideia sugerida, o procedimento ideal é anotá-la e partir para a próxima, sem julgamentos, críticas ou levantamento de barreiras à aplicação prática do que foi sugerido.

2. Buscar volume de ideias

Quantidade é mais importante do que qualidade em uma reunião de brainstorming. Isso porque não é o momento de julgar as ideias, apenas de garantir um alto volume delas.

3. Combinar ideias similares

Para chegar a uma grande quantidade de ideias, não adianta sugerir pequenas variações de uma ideia central. Quando isso acontece, é necessário agrupar por similaridade e continuar buscando novas (e diferentes) ideias.

O problema é que…

…apesar de parecer mágica, reuniões de brainstorming têm funcionado cada vez menos.

Por que o brainstorming tradicional pode não funcionar

É verdade que apenas parte da culpa está na técnica em si. A parte restante está no modo como ela tem sido aplicada.

Contudo, para aprender a conduzir um bom brainstorming, é importante antes entender quais são as causas que fazem com que a prática não dê o resultado esperado:

1. De onde vêm as ideias?

Se você já ouviu falar de design thinking, sabe que as ideias não vêm do nada, nem são o primeiro passo de um processo criativo. Se nunca ouviu falar, recomendo!

A verdade é que, antes de ter ideias, é importante entender qual problema se quer resolver, investigando sua ocorrência, identificando padrões e encontrando suas verdadeiras causas.

Sem isso, o brainstorming pode se tornar inefetivo.

Que fique claro: é para pensar em resolver o problema do cliente, não o seu! Até porque é quase certo que, se você solucionar a dificuldade do cliente de maneira efetiva, a sua também será solucionada!

2. Quem deve participar?

O tamanho da equipe pode influenciar diretamente no sucesso da prática. Muitas vezes, na tentativa de ter um grande volume de ideias, existe a tentação de colocar bastante gente na sala e “que venham as ideias”!

Mas isso pode tornar a reunião longa e cansativa demais ou não dar oportunidade de todos trazerem suas ideias.

Além disso, nem sempre é necessário ter “uma pessoa de cada área”. Isso é útil para garantir diversidade de pontos de vista, mas, dependendo do problema que precisa ser resolvido, trazer pessoas de áreas muito distantes pode desviar o foco.

3. Todo mundo está à vontade?

Por mais convidativa que seja a pessoa que está mediando, por mais que ela insista que todos podem dar ideias livremente, é muito difícil todos se sentirem à vontade para falar sem medo de serem criticados.

É muito simples: todo mundo sabe que seu trabalho está sendo avaliado o tempo todo, e as pessoas reagem a isso de maneiras diferentes.

Por que desperdiçar as ideias daquela pessoa super criativa que não está à vontade para falar?

4. Por que tomar uma decisão agora?

Outro ponto que compromete um brainstorming é a vontade de escolher uma ideia “vencedora” ao final da reunião, quando ainda nem deu tempo de analisar os prós e contras de todas as sugestões.

Diante de todas essas dificuldades, como fazer a prática dar resultados de verdade?

Como preparar um brainstorming de resultados

Existem 3 coisas que você pode fazer desde agora para preparar uma reunião de brainstorming e garantir que ela vai dar resultados melhores:

1. Aprofunde-se no problema

Nada de voltar do cliente com o briefing e já agendar a reunião! Separe um tempo para entender tudo que foi solicitado e capriche na pesquisa.

Comece definindo bem o problema e sua situação atual, com perguntas como:

  • O que você quer resolver?
  • Quem é a persona que enfrenta esse problema?
  • Em que momento o problema aparece?
  • Como a persona tenta resolvê-lo atualmente?

Se possível, converse com duas ou três pessoas que representem bem a persona para extrair mais informações.

Além disso, é essencial fazer um benchmarking para se inspirar nas melhores práticas do mercado.

E, se você tiver acesso a números, pesquisas ou qualquer dado quantitativo, recomendo estudar também esse aspecto do problema.

Mas atenção: a fase de estudo ainda não é o momento de pensar em soluções! Resista à tentação de ter ideias, pelo menos por enquanto.

2. Engaje outras pessoas para estudarem com você

Você não precisa fazer todo o estudo por conta própria.

Na verdade, dependendo do tamanho do objetivo desse briefing, é até indicado que recrute outras pessoas para ajudar a investigar o problema e entender as causas.

Além de garantir novos olhares, você ganha força para acelerar os estudos e chegar mais rapidamente à fase das ideias.

Quem participar do estudo, além de ter contribuições valiosas na hora do brainstorming, também poderá ajudar no próximo tópico.

3. Compartilhe as descobertas previamente

Todos os convidados para a reunião de brainstorming precisam conhecer previamente os resultados do que foi estudado.

Aqui, pode caprichar no storytelling para que todos tenham empatia pela persona e compreendam bem a importância de resolver o problema proposto. A empatia é fundamental para o processo criativo, afinal você está criando algo para outras pessoas consumirem, portanto deve ser algo que elas queiram e precisem.

Dê tempo para os participantes do brainstorming consumirem o material de estudo antes da reunião. Isso vai contribuir para a qualidade das ideias propostas!

O que fazer depois da reunião

Considerando que você preparou bem a reunião e não caiu nos erros que citamos anteriormente, seu processo criativo não terminou com o final da reunião de brainstorming.

Depois da reunião, é hora de documentar e organizar as ideias que surgiram e fazer uma análise crítica, pesando as vantagens e desvantagens de cada uma.

Esse é um trabalho que também pode ser feito em conjunto, mas, se você acabou de encerrar uma dinâmica, talvez não seja indicado já agendar outra na sequência.

Particularmente, eu gosto de analisar os resultados por conta própria ou com a ajuda de uma ou duas pessoas que tenham participado mais do processo de estudo.

É nesse momento que começa a se desenhar o escopo da solução que será construída, que precisa trazer segurança ao responder às seguintes perguntas:

  1. Ao implementar esse escopo, estamos confiantes de que o problema será resolvido, ao menos parcialmente?
  2. A persona terá interesse em adotar a solução que desenvolvemos?
  3. Considerando o investimento necessário, estamos confiantes de obter um bom Retorno?

Como forma de agradecer e manter a equipe engajada, é interessante compartilhar com os participantes qual foi a ideia vencedora e quais as motivações para você ter escolhido esse caminho. Explicar de maneira breve as respostas das 3 perguntas acima deixará todos na mesma página!

Ainda assim, mesmo que não dê mais tempo de mudar de ideia, sempre é bom manter a abertura a feedbacks e novas sugestões.

FONTE:

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.